Almeida Couto
⚠️ Saiba que: O STJ reconhece o abandono afetivo como ato ilícito capaz de gerar indenização por danos morais ao filho abandonado.
👨‍👩‍👧 Direito de Família

Sofreu abandono afetivo pelos seus pais?

O abandono afetivo ocorre quando um dos genitores deixa de cumprir seu dever de convivência, cuidado e afeto para com os filhos. O STJ reconhece que esse abandono pode gerar dano moral indenizável. A responsabilidade por abandono prescreve em 3 anos — registre os fatos e procure um advogado ainda hoje.

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O que diz a lei

Fundamentos jurídicos do abandono afetivo

✅ A lei garante:

  • O dever de convivência e cuidado dos pais está no Estatuto da Criança e do Adolescente
  • O STJ reconhece que o abandono afetivo pode configurar ato ilícito indenizável (REsp 1.159.242)
  • A indenização não é pelo fato de não amar, mas por descumprir o dever legal de cuidado
  • O abandono deve ser voluntário — não se aplica quando o genitor tentou a convivência e foi impedido
  • Prazo prescricional: 3 anos a partir da maioridade do filho

Cada caso deve ser analisado individualmente. Realizamos análise prévia para verificar a viabilidade do seu caso.

Casos mais comuns

Situações que podem ser contestadas

👤 Pai que nunca conviveu

Genitor que nunca esteve presente, mesmo podendo, sem justificativa válida.

🚪 Abandono após o divórcio

Pai ou mãe que desapareceu após a separação, deixando o filho sem qualquer contato.

🎓 Abandono na vida adulta

Filho que cresceu sem o genitor e busca na justiça o reconhecimento da falha.

💔 Rejeição sistemática

Genitor que, mesmo presente fisicamente, rejeitou e humilhou o filho sistematicamente.

📋 Abandono com pensão paga

Genitor pagou a pensão mas nunca exerceu a paternidade efetiva.

🤝 Pai/mãe que não reconheceu o filho

Genitor que se recusou a reconhecer a paternidade/maternidade causando dano ao filho.

Seus direitos

O que você pode buscar judicialmente

⚖️

Indenização por danos morais

Reparação pelo sofrimento e pelos danos psicológicos causados pelo abandono.

📋

Reconhecimento judicial

Declaração da responsabilidade do genitor pelo abandono.

👶

Alimentos retroativos

Em casos de não reconhecimento de paternidade, possibilidade de alimentos retroativos.

🔬

Ação de paternidade

Investigação de paternidade cumulada com pedido de indenização pelo abandono.

Passo a passo

O que fazer agora

Base jurídica

Abandono afetivo: fundamentos legais e jurisprudência

O STJ reconheceu em 2012 (REsp 1.159.242/SP) a responsabilidade civil por abandono afetivo parental. O dano é psicológico, mas real e indenizável.

Dever de cuidado — ECA e CF/88

A Constituição Federal e o ECA impõem aos pais o dever de cuidado, educação e afeto. O descumprimento reiterado configura ilícito civil.

Dano psicológico como dano moral

Laudos de psicólogos ou psiquiatras que documentam o sofrimento causado pelo abandono são fundamentais para quantificar o dano e obter indenização.

Distinção do abandono material

O abandono afetivo é distinto da falta de pensão alimentícia. Mesmo quando há pensão paga, pode haver abandono afetivo punível pelo Judiciário.

Prazo prescricional

A ação por abandono afetivo pode ser proposta até 3 anos após a maioridade do filho (21 anos de idade) ou a qualquer tempo pelo próprio filho adulto.

Evidências e reparação

Como provar o abandono afetivo e o que pleitear

✅ Elementos necessários para a ação por abandono afetivo:

  • Prova da ausência — registros de não comparecimento a visitas, eventos escolares, aniversários
  • Laudo psicológico documentando os impactos emocionais no filho
  • Testemunhos de professores, familiares, terapeutas
  • Comunicações que demonstrem a negligência afetiva do genitor
  • Indenização por danos morais — valores entre R$ 10.000 e R$ 200.000 na jurisprudência

A ação não tem como objetivo "comprar amor" — visa reconhecer e indenizar um dano real causado pela ausência deliberada do genitor durante o desenvolvimento da criança.

Sobre o escritório

Almeida Couto Advocacia e Consultoria

Escritório Almeida Couto — Campinas/SP

Sediado em Campinas/SP, o Almeida Couto Advocacia e Consultoria nasceu do compromisso de oferecer assessoria jurídica de alto nível com atendimento humano, ágil e transparente.

Atuamos em processos em diversos estados do Brasil, sempre com foco na defesa efetiva dos direitos dos nossos clientes — seja na esfera judicial ou consultiva. Cada caso recebe atenção única e dedicada.

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Dúvidas frequentes

Perguntas mais comuns

Não automaticamente. O STJ reconhece a possibilidade, mas cada caso é analisado individualmente. É necessário comprovar o abandono voluntário e o dano psicológico decorrente.
O pagamento de pensão não exclui o dever de convivência. O abandono afetivo e a obrigação alimentar são institutos independentes.
Os valores variam bastante conforme o caso. O STJ já fixou valores entre R$200.000 e algumas centenas de milhares de reais em casos mais graves.
O abandono afetivo pressupõe omissão voluntária. Se o genitor tentou se relacionar com o filho mas foi impedido pela outra parte, pode não haver fundamento para o pedido.
O prazo prescricional é de 3 anos a partir da maioridade (18 anos) do filho, ou a partir do momento em que se tem consciência do dano.
Sim. O abandono afetivo é independente do cumprimento da obrigação alimentar. A ausência física e emocional — não comparecer a visitas, eventos escolares, aniversários — pode configurar abandono afetivo mesmo quando a pensão é paga regularmente.
Sim. O prazo para ação por abandono afetivo é de 3 anos após a maioridade (portanto, até os 21 anos para o filho) ou a qualquer momento pelo próprio filho adulto dependendo da teoria prescricional aplicada. Consulte um advogado para verificar se sua ação ainda está dentro do prazo.
Os valores variam muito dependendo da extensão do abandono, da prova do dano psicológico e da capacidade econômica do réu. A jurisprudência mostra condenações de R$ 10.000 a mais de R$ 200.000. Com laudo psicológico robusto e prova sólida do abandono, os valores tendem a ser maiores.
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